domingo, 20 de setembro de 2009

20/09 - Pucón, Lago Villarica, Vulcão Villarica e Termas de Huife





















Nossa despedida de passeios no Sul do Chile foi em alto estilo: hoje acordamos tarde, tomamos um café tranquilo, um bom banho de manhã e saímos com nossa superguia já meio chilena, meio brasileira, que é a Mari. Nosso destino, a belíssima Pucón.
A 2 horas de Valdívia, aproximadamente, Pucón é uma cidade muito aconchegante. Dá para passar uns 2 ou 3 dias tranquilamente, relaxando, curtindo uma cidade muito limpa e bem planejada e suas inúmeras opções gastronômicas, assim como suas opções turísticas, que vão desde atividades mais relaxantes, como uma visita às termas naturais, onde se pode experimentar o efeito de águas aquecidas naturalmente, até uma subida ao cume do vulcão Villarica, em uma escalada sobre o gelo que sai às 5 da manhã e volta no final da tarde.
Começamos a visita com uma volta pela cidade, onde havia várias apresentações artísticas de escolas da cidade na praça central (ainda bem que dessa vez não tinha mais Cueca chilena) e depois fomos contemplar o belíssimo Lago Villarica. Paramos para comer um delicioso almoço à base de Parrilla argentina regada a cerveja valdiviense Kunstmann e muita conversa. Fechamos o almoço no restaurante Cassis, provando um sorvete de chocolate suíço e esperando as nuvens sairem do cone do vulcão Villarica, o que para nossa sorte aconteceu rapidamente, rendendo belas fotos.
O dia estava super ensolarado, muito agradável. A Sá não pode deixar de comentar como a cidade lhe lembrava Campos de Jordão, mas com um requinte maior. A Mari falou de sua preferência de Pucón sobre Bariloche.
Devidamente "llenos", resolvemos subir o caminho até o vulcão e ver mais um pouco de neve. Uma bifurcação nos obrigou a recorrer ao velho cara e coroa, mas seguimos a cara (e não a coroa) e ao invés de ir ao centro de ski, caímos em uma área de cavernas vulcânicas. Paramos o carro, subimos a pé mais alguns metros até o primeiro montículo de neve, que rendeu uma bola de neve bem acertada na cabeça da Mari.
O visual do lago Villarica estava espetacular, e dá-lhe fotos!!
Com a Mari pilotando seu Classic como em um rali Paris Dakar, descemos o vulcão rapidamente e saímos para fechar o dia nas Termas de Huife. Que moleza ficar naquelas águas calientes... quase dormimos por lá...
E foi só. Na volta, viemos cantando Grande Encontro, com grandes dublagens de Elba, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo, para chegarmos bem tarde em Valdívia e encontrarmos um Ulisses louco para sair.
Saio com ele e me dou conta que é a última vez, que foi o último dia dedicado a passeios pelo Chile e de que a aventura chilena chegou ao fim. Com um misto de tristeza por sair de um lugar tão belo e que ainda tem tantas paisagens para serem visitadas, e uma alegria por voltar ao calor brasileiro e, em breve, ao extremo calor paraense, sinto uma gratidão pelas muitas pessoas que passaram ao nosso lado nos últimos dias, desde o Jorge, que possibilitou a viagem, o simpaticíssimo casal australiano Dawn e Locon Wall, que nos acompanhou nas visitas a Valparaíso e Vinha del Mar, o grupo que estava em todas no deserto: o Jonny e sua namorada, as Pilares da Espanha, o casal Francisco e a Grit, a Mari por abrir sua casa e compartilhar momentos gostosos aqui em Valdívia e sul do Chile e a todos os nossos amigos e parentes que trocaram mensagens conosco aqui no blog e permitiram que recebêssemos esse gostoso calor brasileiro aqui nas frias terras chilenas.
No Brasil acrescentamos algum relato da viagem de volta e as considerações finais do blog, que queria fazer agora, mas a Sá já dormiu aqui do meu lado...

sábado, 19 de setembro de 2009

19/09 - Vulcão Osorno, Saltos de Petrohué, Lagoa de todos os Santos y Lago Llanquihué (ou, FINALMENTE NEVE!!!!!)


























O dia 19 começou bem cedo e prometendo bastante: às 4h da manhã levantamos e tiramos a Mari da cama, para nos levar à rodoviária, de onde sairia o nosso ônibus até Puerto Montt, o início da jornada ao vulcão Osorno, Saltos de Petrohué e neve. Ao menos essa era a nossa programjação inicial. Conforme dicas do amigo colombiano da Mari, em Puerto Montt pegaríamos uma excursão daquelas que se vende na rodoviária e que normalmente sai às 9 da manhã para os dois endereços desejados, daí a nossa madrugada perdida...
Pegamos o bus às 5 e 10min em Valdívia e chegamos em Puerto Montt às 8h20min, quando descobrimos que todas as agências estavam fechadas. Tomamos um desayuno com te (chá) e tostadas (pão torrado) e voltamos, às 9 para descobrir uma única agência aberta e sem passeios agendados para o vulcão Osorno, apenas para os Saltos de Petrohué. Não poderíamos ter chegado até aqui e não ver neve, era nossa última esperança depois dos fracassos de subir a Los Farellones de Santiago para o Vale Nevado (fechada em função de fortes avalanches no lugar). Tentamos um passeio particular e, após algumas barganhas fechamos em um bom preço. Nosso guia Alejandro chega às 9h50min com uma cara de quem tinha tomado todas no dia 18, mas muito bem humorado. Vamos de taxi.
Quando tenta nos levar para conhecer Puerto Montt (uma cidade com 220mil habitantes, um porto e um entorno assustador) já cortamos suas pretenções de nos fazer amar sua cidade atual e insistimos em ir primeiro para o vulcão.
O caminho é belíssimo, vamos circundando o Lago Llanquihué, o maior lago chileno e com uma vista maravilhosa do vulcão Osorno, nosso ponto de parada para as fotos em que há um totem com um brasileiro no topo.
Chegamos na base do vulcão Osorno, um parque com uma enorme estação de esqui e tomamos duas telesillas (cadeiras-teleféricos) para subir 400m em relação à base e ter o primeiro e tão esperado contato com a neve!! ("FINALMENTE, UHUUUUU!!") Ao contrário do que pensávamos, só encontramos neve dura, pisada, o que torna impossível qualquer tentativa de boneco de neve. Foi como segurar pedaços de gelo do congelador... (guardadas todas as proporções). A vista do Ponto 3 do Vulcão Osorno é espetacular. Estamos a 2.400m de altitude, de onde podemos ver os Andes, o Lago Llanquihué e todo o entorno de modo espetacular! Mexemos na neve, sacamos fotos e ficamos apreciando o visual por um tempo. Tentamos fazer uma pequena trilha, mas o sol estava fazendo o gelo começar a derretar e deixando tudo muito escorregadio. O jeito foi apreciar a paisagem e preparar para descer. Em todo o caminho de volta ficamos reparando nos esquiadores e praticantes de snowboard. De iniciantes a experts, todos se divertindo em um frio de uns -3 e muito vento.
Descemos o caminho do vulcão só pensando no almoço com um delicioso cordeiro que vimos assando no caminho. Agora sim, pela primeira vez e com muito gosto, posso falar bem de um prato chileno. Estava delicioso! Comemos com um gosto como há muito tempo não experimentávamos (desde a feijoada brasileira!), até sairmos quase rolando para o resto do passeio.
De lá fomos para a Lagoa de Todos os Santos, onde andamos no entorno da lagoa e vimos muitos carros com famílias chilenas fazendo o seu churrasquinho e curtindo o pouco sol (apesar do frio). Aproveitamos para tirar uma bela foto do vulcão e rumar para o Parque Nacional Vicente Pérez Rosáles, onde ficam os famosos Saltos del Petrohué. Como aprendemos no caminho, "hué" quer dizer lugar. Então temos o lago profundo (Llanquihué) e o parque das pedras (Petrohué). O parque me fez recordar e dar saudades de Foz do Iguaçu. Também tem belas corredeiras, com águas extremamente cristalinas e verdes, oriundas das águas de degelo das montanhas ao redor e do vulcão Osorno. Algo que também encanta são as formações rochosas, feitas de magma vulcânico. Em algum momento os vulcões entraram em erupção e as lavas se condensaram formando as rochas que vimos, pisamos e registramos. Andamos por 1h aproximadamente no parque em muitas trilhas, todas bem demarcadas.
No último trecho da viagem, passamos por Puerto Varas, uma cidade belíssima, limpa, bem arrumada e visitamos uma Fonda para provar (e detestar) a tão famosa Chicha. Ao final do dia, voltamos a Valdívia, com belíssimas imagens na memória e na cam. E, claro, felizes da vida por ver neve pela primeira vez!!

18/09 - Viva el Chile







No dia 18 de setembro, o Chile parou! Esse é o dia mais celebrado de todo o calendário chileno, mais do que Natal ou Ano Novo, ou Páscoa. Há exatos, 199 anos atrás, começava a primeira junta de governo que trabalhava com a idéia de independëncia da então colönia espanhola, independëncia essa que se formalizaria em 1818 (8 anos depois), com a proclamação da república chilena. Porém, até hoje, a data de 18 de setembro de 1810 ainda é um marco para todos os chilenos. Nos dias que antecedem a data, o país já começa a se preparar, todas as pessoas buscam voltar para as casas de suas famílias (o que faz o preço de qualquer passagem aérea ou terrestre nessa época ficar absurdamente caro), as famílias começam a comprar os preparativos para a comilança, a base de assados (ou churrascos), empanadas, vinhos e chichas (o aguardente de uva ou de maçã). A cidade também se prepara, com as Municipalidades (ou prefeituras) preparando Fondas (feiras livres) por toda a cidade. Nos dias 17, 18 e 19 há toda uma programação, que inclui desfiles escolares, bandas marciais, desfiles militares (o maior, em Santiago é televisionado) e, claro, muita bebida, comida e La Cueca chilena (a dança típica, em que o homem rodeia a mulher com um lenço e com movimentos que imitam a corte que o galo faz a sua parceira, com movimentos bem giratórios).
Em tudo isso, o bonito é ver o patriotismo chileno, que quer dançar a Cueca corretamente, enfeita sua casa com bandeiras e motivos chilenos (inclusive todos os carros levam bandeirinhas) e todos festejam muito, como descobriríamos a sair de madrugada do dia 19 para o vulcão osorno (assunto para um próximo post), pela quantidade de gente que ainda estava nas ruas às 5 e meia da manhã. Ver a Cueca Chilena uma ou duas vezes também é legal, o duro é aguentar todo dia, em todos os restaurantes a mesma música tocando... Para quem quiser ver como se dança, coloquei um video acima.
Dizemos tudo isso para completar que passamos a manhã andando pela cidade e tirando algumas belas fotos (acima) de ruas que se preparam para a primavera em alto estilo e a tarde em um churrasco cheio de colombianos, espanhóis, venezuelanos, alemães, brasileiros, e até chilenos, todos colegas de doutorado da Mari, para comemorar o nosso dieciocho à moda universitária, com um churrasco na casa de algum conhecido, cervejas, vinhos e a Sara e eu tentando, após pedidos insistentes de todos, fazer uma caipirinha tragável. No final, talvez pela bebida já consumida, talvez pela gentileza para com os estrangeiros recém-chegados, todos disseram ter adorado a caipirinha e pediam mais!
Se tudo o mais no Brasil não der certo, fechamos tudo e abrimos um bar brasileiro em Valdívia, ou Santiago, ou melhor ainda, no deserto.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

17/09 - Só preguiça com a chuva que cai em Valdivia

Hoje o dia foi de muita preguica, daquelas prehistoricas....A chuva e o frio nos convidaram a relaxar hoje em casa, pois nao iriamos ver o Vulcao e as belezas de Pucon com o tempo bem feio!!!!!! Resolvemos arrumar algumas de nossas fotos,segue endereco: http://picasaweb.google.com/ldprette amanha vamos comemorar as festas patrias...ver a Cueca Chilena, danca tipica daqui, e aproveitar os festejos...Fomos!!!!

PS: atendendo aos inumeros pedidos, especialmente da Frida, mando aqui fotos do meu novo afilhado, o Ulisses...




16/09 - A Encantadora Valdívia e a Querida Mari e Ulisses seu fiel escudeiro



















Deixamos Santiago no dia 15/09 a noite, o mais interessante foi verificar que o feriado aqui já começou e muitos dos chilenos buscam o interior para comemorarem com sua família, me lembra muito o Círio de Nazaré em Belém, pois as pessoas aqui comemoram por quase 5 dias com muita comida e muita bebida, danças típicas e todos param para as famosas festas patrias. O país todo se prepara para o tão famoso 18 de setembro, dia da independência, cujo ator principal é Bernardo O'Higgins. Outra coisa é que nesse período viajar pelo Chile é simplesmente muito mais caro do que o convencional, mas aqui estamos nós de malas prontas em direçao a Valdívia com muita vontade de encontrar a querida Mari que já nos espera, segundo Lucas para ser nossa hóspede.
Chegamos em Valdívia, as 8 h da manhã do dia 16/09, a Mariana já nos esperava com um belo sorriso, a Cidade é encantadora, mas embora já esteja chegando a primavera o frio para eu, brasileira, é forte, mas faz parte desta nova paisagem que vemos ao sul, como vocês podem ver nas fotos....A Mari nos disse que iriamos ver novamente leões marinhos, mas não achavamos que era tão perto. As margens do Rio Calle-Calle eles ficam lá tomando sol como fossem verdadeiras estatuas, é impressionante, a biodiversidade deste país tão diferente do nosso e que me encanta.
Agora estou em muito clima de férias, meu andar é bem tranquilo, Lucas está bem, apenas quase aos 30 anos, achou o final do poço, mas agora é só isso que incomoda. A Mari finalmente nos contou para pararmos de procurar uma boa comida chilena, já está aqui a 2 anos e não encontrou.
O Bairro que ela mora é incrivel em Isla Tera, uma qualidade de vida sensacional, uma tranquilidade, boas casas, e ela tem um cão enorme chamado Ulisses, muito fofo e muito festeiro, também adorou nossa chegada....Fomos ao Mercado da feira, a Universidade Austral do Chile, conhecer os amigos de Mari e seu local de trabalho, por sinal, ela sabe trabalhar, observando baleias e golfinhos, com um pouco de frio, mas extremamente interessante e emocionante..cheio de vida...
Apreciamos os leões marinhos, bem de perto como podem ver nas fotos e no vídeo, gente é uma experiência muito legal e como disse o Jorge venham para o Chile vale a pena...
Mas como alguém tem que trabalhar e nesse momento não somos nós..rrss.. deixamos Mari na Universidade e fomos conhecer um pouco mais de Valdívia e de algumas praias daqui....fomos vendo as regiões dos lagos que circunda Valdívia e fomos em direção novamente ao Pacífico até onde a estrada nos permitia (praia de Neblia, Los Molinos, etcc...), sentamos para observar a paisagem que chato!!!!...rs... O Lucas pediu uma excelente e artesanal cerveja chilena Kunstmann, daqui mesma da região, fala sério é muito boa!!!!!!!!Ficamos a tarde largateando num restaurante com uma boa cerveja chilena, aproveitando uma vista maravilhosa.....
O Pacífico é muito muito muito frio..nem chegamos perto da água..rs..imagine ir de calça e blusa de frio para a praia pois é essa era eu...Para quem é de clima equatoriano é uma experiência muita engraçada...rs..quem diria? ir com muita roupa para a praia...
Fomos ao Fuerte de Neblia, ver as ruinas de um antigo forte de proteção do Chile ao final do dia, belo lugar, tem fotos acima, os locais tem muita informação sobre as ruínas, guardam muita da história deste povo, e gostam de mante-la viva, comparo com nosso Brasil e há muitas diferenças...na questão de manter viva nossa história e honrá-la.
Fomos buscar a Mari e nos preparar para fazer o jantar, cansados de comer mal resolvemos cozinhar aqui um gostoso salmão, o Lucas empolgado com o preço do Salmão $2000 pesos, ou seja 8 reais, comprou 2 kg para jantarmos nos três em casa, comemos muito bem, o Salmão fresco é maravilhoso, acompanhado de muita conversa (inclusive pela net, com família e amigos), um excelente vinho da Vinha Concha Y Toro, até eu apagar pelo cansaço e o sono...terminamos o primeiro dia em Valdívia....
P.S.: O Salmão sobrou para o almoço do outro dia..rs..afinal haja peixe...um beijo para todos que tem acompanhado essas memórias de dois viajantes.