Nossa despedida de passeios no Sul do Chile foi em alto estilo: hoje acordamos tarde, tomamos um café tranquilo, um bom banho de manhã e saímos com nossa superguia já meio chilena, meio brasileira, que é a Mari. Nosso destino, a belíssima Pucón.
A 2 horas de Valdívia, aproximadamente, Pucón é uma cidade muito aconchegante. Dá para passar uns 2 ou 3 dias tranquilamente, relaxando, curtindo uma cidade muito limpa e bem planejada e suas inúmeras opções gastronômicas, assim como suas opções turísticas, que vão desde atividades mais relaxantes, como uma visita às termas naturais, onde se pode experimentar o efeito de águas aquecidas naturalmente, até uma subida ao cume do vulcão Villarica, em uma escalada sobre o gelo que sai às 5 da manhã e volta no final da tarde.
Começamos a visita com uma volta pela cidade, onde havia várias apresentações artísticas de escolas da cidade na praça central (ainda bem que dessa vez não tinha mais Cueca chilena) e depois fomos contemplar o belíssimo Lago Villarica. Paramos para comer um delicioso almoço à base de Parrilla argentina regada a cerveja valdiviense Kunstmann e muita conversa. Fechamos o almoço no restaurante Cassis, provando um sorvete de chocolate suíço e esperando as nuvens sairem do cone do vulcão Villarica, o que para nossa sorte aconteceu rapidamente, rendendo belas fotos.
O dia estava super ensolarado, muito agradável. A Sá não pode deixar de comentar como a cidade lhe lembrava Campos de Jordão, mas com um requinte maior. A Mari falou de sua preferência de Pucón sobre Bariloche.
Devidamente "llenos", resolvemos subir o caminho até o vulcão e ver mais um pouco de neve. Uma bifurcação nos obrigou a recorrer ao velho cara e coroa, mas seguimos a cara (e não a coroa) e ao invés de ir ao centro de ski, caímos em uma área de cavernas vulcânicas. Paramos o carro, subimos a pé mais alguns metros até o primeiro montículo de neve, que rendeu uma bola de neve bem acertada na cabeça da Mari.
O visual do lago Villarica estava espetacular, e dá-lhe fotos!!
Com a Mari pilotando seu Classic como em um rali Paris Dakar, descemos o vulcão rapidamente e saímos para fechar o dia nas Termas de Huife. Que moleza ficar naquelas águas calientes... quase dormimos por lá...
E foi só. Na volta, viemos cantando Grande Encontro, com grandes dublagens de Elba, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo, para chegarmos bem tarde em Valdívia e encontrarmos um Ulisses louco para sair.
Saio com ele e me dou conta que é a última vez, que foi o último dia dedicado a passeios pelo Chile e de que a aventura chilena chegou ao fim. Com um misto de tristeza por sair de um lugar tão belo e que ainda tem tantas paisagens para serem visitadas, e uma alegria por voltar ao calor brasileiro e, em breve, ao extremo calor paraense, sinto uma gratidão pelas muitas pessoas que passaram ao nosso lado nos últimos dias, desde o Jorge, que possibilitou a viagem, o simpaticíssimo casal australiano Dawn e Locon Wall, que nos acompanhou nas visitas a Valparaíso e Vinha del Mar, o grupo que estava em todas no deserto: o Jonny e sua namorada, as Pilares da Espanha, o casal Francisco e a Grit, a Mari por abrir sua casa e compartilhar momentos gostosos aqui em Valdívia e sul do Chile e a todos os nossos amigos e parentes que trocaram mensagens conosco aqui no blog e permitiram que recebêssemos esse gostoso calor brasileiro aqui nas frias terras chilenas.
No Brasil acrescentamos algum relato da viagem de volta e as considerações finais do blog, que queria fazer agora, mas a Sá já dormiu aqui do meu lado...

